sexta-feira, 26 de junho de 2009

A gente pode morar numa casa mais ou menos,
numa rua mais ou menos,
numa cidade mais ou menos
e até ter um governo mais ou menos.

A gente pode dormir numa cama mais ou menos,
comer um feijão mais ou menos,
ter um transporte mais ou menos
e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.

A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos,
tudo bem!

Mas o que a gente não pode mesmo,
nunca, de jeito nenhum:
É amar mais ou menos,
é sonhar mais ou menos,
é ser amigo mais ou menos,
é namorar mais ou menos,
é ter fé mais ou menos,
é acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.

Chico Xavier

terça-feira, 19 de maio de 2009

PROTESTO!

Por todos os meios que tenho ao meu dispôr, vou PROTESTAR!

PROTESTO!

Marcarem o último jogo do campeonato para as 19h de um domingo é uma falta de respeito pelos adeptos que moram longe.

PROTESTO!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Uma, duas, muitas caras desconhecidas!

Reabriu hoje a Sala das Sessões da Assembleia da República. A sala onde decorre o Plenário parece a mesma, mas foi “recheada” de novidades tecnológicas. Mas disso já falaram os media. O que gostei mesmo, na cerimónia, foi a montagem de fotos sobre todo o período de trabalhos, onde veio em evidência o esforço, a paciência, OS ROSTOS de tanta gente, de tantos trabalhadores anónimos que transformaram a sala naquilo que hoje todos pudemos ver: uma sala bonita, “limpinha”, moderna, cheia de tecnologia e energeticamente amiga do ambiente. Gostei mesmo muito de ver aquelas caras. Foi, seguramente, a primeira e última vez que os “autores” da nova sala tiveram o mérito, mesmo se breve e silencioso!

terça-feira, 3 de março de 2009

Quero ser como tu!

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breiner Andresen